A sociedade atual está sujeita ao impulso de um juvenilismo despropositado, de um lugar
simplesmente insuportável para a maior parte dos jovens: nela não podem escolher o trabalho
que querem, porque as únicas regras aceites são as do mercado (ditadas pelos adultos) não
podem constituir família, porque não há casas (a não ser para os adultos) não podem dar à luz
mais do que um filho, porque não há creches nem políticas familiares suficientes não podem
aspirar a ocupar cargos de uma certa responsabilidade, porque só a morte pode arrancar os
adultos das suas poltronas. Numa sociedade assim construída, o destino dos verdadeiros jovens
parece estar marcado! Os adultos devoram tudo e não deixam nada aos jovens, com custos
elevadíssimos para estes. Não deixam espaços de futuro possível. E aí é que bate o ponto: a
oclusão do futuro, a sua transformação em ameaça, significa, no fim de contas, segundo a
famosa análise de Galimberti, confiar os jovens àquele hóspede inquietante, de nome antigo,
mas de vitalidade estrepitosa, que é o niilismo.
«Armando Matteo faz soar o alarme!» (The Tabley, Inglaterra) «Uma provocante análise à relação
entre a juventude e a Igreja e, de um modo mais amplo, à relação entre a juventude e os
adultos» (Tiago Freitas, teólogo).