Em risco de ir parar à prisão por ter desfalcado a empresa onde trabalha, abandonado pela mulher e frustrado nas suas pessoais ambições de genial inventor, Remo Erdosain, angustiado pelo rumo que a sua vida tomou, procura a solução dos seus problemas nas ruas mal-afamadas de Buenos Aires. É nestas que entra em contacto com um obscuro grupo de conspiradores que planeia instaurar no país um novo regime político que sirva os seus próprios interesses, uma combinação ideológica de populismo, comunismo e fascismo, assente na mentira e financiado pela gestão de uma rede de bordéis.
Publicado em 1929, em vésperas da ditadura argentina, que antecipou de forma profética, Os sete loucos é considerado um dos romances que inauguram a moderna literatura argentina e fonte de inspiração para autores como Cortázar, Sábato e Onetti.
Uma obra-prima literária de visionarismo e ironia, uma «viagem ao fim da noite» em tons sul-americanos.