As Narrativas do Lado Contrário são histórias banais de personagens vulgares e momentos quase normais, ou se calhar são histórias improváveis de personagens duvidosas em momentos quase absurdos. Depende do lado que observamos.
Inverosímeis algumas, inconvenientes até, mas há mesmo uma história de amor igual às de todos os dias, intercalada com sonhos e pesadelos iguais aos de todas as noites (e alguns dias), e caprichos, devaneios e fantasias, iguais às das pessoas normais.
Fala-se de arte, degradação, filosofia e loucura, em histórias de delírio, sedução, crime, alucinação, sempre com o tempo como protagonista.
São histórias do lado da normalidade relativa, onde o que é e o que acontece, só é e acontece porque o normal não é de confiança e a realidade pode encontrar-se nos nossos momentos hipnagógicos, no seio de uma alucinação ou por detrás da noite do lado contrário.
Brincar com coisas sérias e desprezar o óbvio olhar a ruina moral e a miséria com desdém jocoso festejar a inépcia e a imbecilidade são fórmulas estimadas, como é normal e do lodo contrário releva-se e faz-se crónica.
São quinze contos que nada têm a ver uns com os outros ou têm tudo, ilustrados que são a matizado negro, perdidos nos sortilégios do tempo e sequestrados pela inconformidade do eu.