Minha mente padece convalescente…
Tenho de te dizer
O que se sente
Na indomável
Presença de vocábulos,
Amontoando-se como coágulos...
Apressados
Para emergir.
Para em tuas páginas convergir.
Azáfamas, em fábulas para se sentir
Não consegui evitar um outro e outro cair
De minhas parábolas,
De meus ocos ditongos aos socos,
Em neurónios rombos,
Aos tombos...
Selvaticamente se interpelam
Para aqui permanecerem, ou não,
Pois eu… vontade não a tenho.
Sou escrava das letras, de cada palavra,
Dos parágrafos que encantam,
São meus mestres,
Minha bagagem,
Minhas vestes.
E assim surgiu: Intemporais Encantos Desencantados.